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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Um sincero obrigado

Acabo de chegar da clinica de Alvalade, onde tive de ir depois de um episódio febril e com fortes suspeitas de paludismo. Felizmente o teste da gota deu negativo e deve ser só uma gripe, amigdalite ou gastroentrite (a médica não tinha bem a certeza!).

Tenho de agradecer a três pessoas que foram fantásticas no seu apoio. Foram buscar-me a casa e obrigaram-me a ir à Clínica. Sabe muito bem ter alguém que cuide de nós quando estamos mal e sabe ainda melhor quando estamos numa terra longínqua onde as condições não são as melhores. Por isso muito obrigado Inês, Andreia e Elisabete.

Se no Sábado passado o mote era a "quebratura do circulo", hoje tivémos um reforço do círculo! Não é todos os dias que três pessoas abdicam do seu sono (e da TV) para me acompanharem ao Médico. Foi um pequeno desabafo num dia bastante difícil. Vou tentar dormir (a febre já está nos 37,8º) para ver se consigo ir trabalhar amanhã. O tempo é escasso e uma baixa nesta altura complicaria muitíssimo o projecto.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ebony & Hedonism

EBONY
Adjective:
1. Of a very dark black [syn: ebon]
Noun
1. A very dark black [syn: coal black]
2. Hard dark-colored heartwood of the ebony tree; used in cabinetwork and for piano keys
3. Tropical tree of southern Asia having hard dark-colored heartwood used in cabinetwork

&

HEDONISM
Noun:
1. Pursuit of or devotion to pleasure, especially to the pleasures of the senses.
2. Philosophy: The ethical doctrine holding that only what is pleasant or has pleasant consequences is intrinsically good.
3. Psychology: The doctrine holding that behavior is motivated by the desire for pleasure and the avoidance of pain

These two words can best describe life in the city of Luanda. After 50 years of a dreadful war Angola is recovering its joie de vivre. It stands as a land of hedonists and nouveaux-riches, everything revolving around money and power. I have never seen such a huge rate of luxury SUVs and Hummers per square-meter in a country where most of the population still lives bellow the poverty line…

Luanda fulfills all your senses in a good (and sometimes bad) way: The African music of Kizomba, the Muamba with Funge and the famous Jindungo, the bay of Luanda seen from the island at night, the Tarrachinha dance and the scent of Africa make living in this city a very strong and sometimes emotional experience. I’ve surpassed the initial shock and awe and finally relaxed from all the fears and precautions you must have when living here. This weekend I started to drive on my own and had my second experience with the cops. After making a wrong left turn and being stopped by a man armed with an AK-47 I had to pay them a “gasosa” (bribe) of 100 USD to be able to leave. Notwithstanding the evening turned out to be very pleasant starting with a BBQ at JC’s cúbico and finishing at my favorite place of Luanda the Eden club.

domingo, 23 de setembro de 2007

The beggining

Caros amigos e amigas ( e alguns cybernautas desconhecidos), Assim se inicia o meu primeiro blog... Esta era uma ideia que já se vinha formando há algum tempo na minha cabeça mas devido a alguma preguiça nunca se tinha concretizado. Ao ver o blog de um colega decidi criar o meu. Confesso que começo a perceber porque tantas pessoas o fazem. O conceito de ter um pequeno sitio para partilhar com o mundo sem interferências nem deturpações agrada-me muito. O titulo do blog foi um reflexo sobre a minha personalidade e o meu destino, as duas conjugadas irão certamente proporcionar-me umas quantas desventuras (espero que pouco graves).

Tudo começou em Lisboa com uma frase no messenger "Está para arrancar um projecto em Luanda e precisam de pessoas, estás interessado?", a minha resposta foi imediata "Claro que sim". Após esta decisão começaram os preparativos: pedir o visto, ir à consulta do viajante, levar vacinas, comprar repelente e fazer a mala. Com os preparativos também começaram as confusões: muda o projecto, adia-se a viagem, vou para dois projectos, antecipa-se a viagem, afinal vou só para um, volta-se a adiar, o projecto começa já, volta-se a antecipar... Só quando estava na fila do check-in é que me apercebi que estava prestes a mudar de continente e fiquei com aquela sensação de quem estava a entrar no seu casulo para mais uma metamorfose.

Viajei com a TAAG (a tal companhia que está na lista negra da união europeia e proibidíssima de voar para a Europa) e só suspirei de alívio quando vi que o avião era da South African Airlines. Ainda antes de aterrar tive hipótese de vislumbrar Luanda pela primeira vez, a extensão dos musseques foi algo que já me tinha impressionado bastante no google earth e agora aqui estava eu a descer em direcção a eles. Vi também a famosa ilha de Luanda, onde ficam inúmeros restaurantes, bares e discotecas e da qual irei com certeza ter muitas memórias quando me for embora.

A entrada em Angola foi bem mais simples do que estava à espera. Como vinha num voo da TAAG a fila de controlo de passaportes para estrangeiros era mínima. Respondi às perguntas da praxe com as habituais mentiras: “Onde vai ficar?” – perguntou a Agente de Imigração, “No Hotel Trópico” retorqui com confiança. “Qual o motivo da estadia?” – continuou, “Turismo” – respondi eu tal como os outros milhares de pessoas que entram no país por motivos profissionais e engrandecem as estatísticas do Ministério do Turismo. Após este pequeno ritual hipócrita, esperei uma hora pela mala (sensivelmente o mesmo que se espera hoje em dia no aeroporto de Lisboa), passei pela alfandega sem nenhum tipo de problemas e finalmente saí porta fora em direcção ao motorista que me esperava.

Ao chegar à rua deparei-me com o pó tão típico de Luanda e que dá um ar amarelo e sujo a toda a cidade – noutra perspectiva o pó cria um ambiente de Outono tropical onde as folhas das plantas são castanhas e o calor é insuportável. À medida que nos aproximávamos da cidade o trânsito, outra constante de Luanda a par do pó e do calor, começou a ficar cada vez mais impossível. No cruzamento em frente ao Hotel Alvalade o motorista decidiu apanhar um atalho para não ter de fazer 150 metros até uma rotunda e fizemos a avenida do Hotel em cima do passeio esquerdo, buzinando e obrigando os transeuntes a arranjarem outro sítio por onde passarem. Trinta minutos depois entrei nos pré-fabricados a que chamo de casa no bairro da Maianga. As casas têm as condições necessárias a uma estadia confortável com excepção do isolamento sonoro, que diminui drasticamente o sentido de privacidade, e a falta de estores (outro pormenor da cidade) que permite uma inundação de luz todos os dias às 5:00 am.